“Será que meu caso é grave o suficiente?” É a dúvida que mais adia a primeira consulta. A resposta prática é simples: você não precisa estar no limite para procurar avaliação. Sofrimento que persiste já é motivo suficiente.
Quatro critérios que ajudam a decidir
1. Duração
Sintomas que se mantêm por semanas, e não por dias, merecem atenção. Um período difícil tem começo, meio e fim; um quadro clínico se sustenta mesmo quando a situação que o desencadeou já passou.
2. Intensidade
Quando o que você sente é desproporcional ao que está acontecendo — ou quando não há um motivo identificável — vale investigar.
3. Prejuízo
Este é o critério mais objetivo. Está faltando ao trabalho ou à faculdade? Deixou de sair, de responder mensagens, de cuidar de si? Suas relações estão sofrendo? Quando os sintomas passam a custar coisas concretas, a avaliação deixa de ser opcional.
4. Sofrimento
Mesmo sem prejuízo visível, sofrimento persistente é razão legítima para buscar ajuda. Não é preciso justificar.
Situações que pedem avaliação sem adiar
- Pensamentos de morte, de se machucar ou de que a vida não vale a pena.
- Crises intensas de medo com sintomas físicos fortes.
- Perda importante de sono por vários dias seguidos.
- Aumento do uso de álcool ou de outras substâncias para dar conta do dia.
- Mudanças bruscas de comportamento percebidas por quem convive com você.
- Sintomas que voltaram depois de um tratamento interrompido por conta própria.
Em situação de risco imediato, procure um serviço de emergência. O CVV atende pelo telefone 188, 24 horas por dia.
O que acontece na avaliação
A consulta começa pela escuta: sua história, sua rotina, o que você está sentindo, o que já tentou e o que está em uso. A partir daí, o quadro é compreendido com calma — sem rótulos apressados — e o plano de cuidado é construído junto com você. Nem todo atendimento resulta em medicação; e quando ela é indicada, a escolha considera as características individuais de cada pessoa.
Procurar cedo encurta o caminho
Quadros de saúde mental tratados no início costumam responder melhor e em menos tempo. Adiar não torna o problema menor — normalmente torna o tratamento mais longo.
Precisa de uma avaliação?
O Dr. Kiffer Alves Moraes é médico da saúde mental e atua na área da psiquiatria desde 2012, com atendimento presencial em Carangola (MG) e em Alegre (ES), além de consultas on-line com horário marcado. Agende sua consulta e converse sobre o que você está sentindo.
